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Eu era
religioso | |
Nasci de pais católicos bastante fervorosos. Na minha infância privei de perto com um tio padre a quem acompanhava frequentemente no seu trabalho religioso. Tive então conhecimento de Jesus, ainda que confuso e misturado com outras devoções, nomeadamente Sr.ª de Fátima, Stª Filomena, S. Jorge, etc.
Aos 9 anos, impressionado pelas palavras e vida austera de um padre missionário, ingressei no seminário comboniano de Viseu. Foi aí que comecei a ter um pouco mais de conhecimento acerca de Jesus Cristo, mercê de um Novo Testamento que tinha no meu lugar na capela, e de um livro, “A vida de Jesus” por Plínio Salgado, salvo erro ou falha de memória, os quais me impressionaram.
Saí após aproximadamente 3 anos. Creio que é de algum tempo depois um episódio que nunca mais esqueci, passado com meu tio padre. Em conversa, referi-lhe sem qualquer maldade um ou dois aspectos da sua vida que não me pareciam de acordo com o que Jesus dizia. Fiquei muito surpreendido e embaraçado pois, contrariamente à repreensão que esperava, ele... começou a chorar!
Entretanto tive uns períodos em que assistia regularmente à missa, colaborando até tocando harmónio, e outros em que me afastei das coisas espirituais. Minha esposa, então namorada, ofereceu-me um dia uma Bíblia católica que acabei por começar a ler sem grande interesse. Deus, porém, fez com que viesse à minha mente algum conhecimento que adquirira na infância, e o meu interesse na leitura aumentou.
Simultaneamente fui tomando cada vez mais consciência de uma inquietação, uma necessidade, que o padre e a missa já não satisfaziam. Comecei a ir a outros lados ouvir padres com maior dom de palavra, mas a calma que obtive foi apenas momentânea. Da leitura da Bíblia surgiu e aumentou em mim a percepção de que o catolicismo e a Bíblia não combinavam bem. Andava insatisfeito. Eu queria mais!
Por essa altura, já depois do meu casamento, ainda no serviço militar, comecei a trabalhar a tempo parcial para um cristão não católico. Ele falava-me de Jesus e eu escutava com atenção. Quando citava uma passagem bíblica, eu já a conhecia...
Um dia convidou-me a ir assistir a um culto. Não fazia a mínima ideia de algo que não fossem as cerimónias em que fora habituado desde a infância. O contraste era enorme, e o que ouvi coincidia com aquilo que eu próprio vinha sentindo, mas sem saber explicar. Compreendi então que eu era pecador perdido e que só a graça de Deus me podia valer. Deus tocou-me de uma forma desconhecida antes, quando ouvi as palavras de Jesus, Evangelho de S. João 10.27-28: As minhas ovelhas ouvem a minha voz; eu as conheço, e elas me seguem. Eu lhes dou a vida eterna; jamais perecerão, e ninguém as arrebatará da minha mão.
“Vi” Jesus na cruz pagando o meu pecado. Ao primeiro apelo, não pude deixar de levantar a minha mão. Aceitei Jesus Cristo como meu Salvador e senti-me aceite e seguro n'Ele!
Se antes lia a Palavra de Deus, depois ainda mais. Não era já, no entanto, um ler por ler, mas antes para conhecer mais intimamente. Alguém que me era muito querido!
Estou muito longe de ser perfeito, e tenho experimentado muitos problemas. Mas descanso, pois Jesus, o próprio Filho de Deus, morreu por mim, ressuscitou e está no céu à minha espera.
Gostaria que todos também conhecessem Jesus e O aceitassem como Salvador, pois é o mais importante que alguém pode fazer nesta vida. É para isso que falo de Jesus na rádio Vizela (FM 97.2, Sábados-21H), e nos jornais “Notícias de Vizela” e "Jornal de Santo Tirso". E falarei a todo o que me der oportunidade.
Louvado seja Deus.
Jacinto J Carvalho Marques
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